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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

POUPANÇA À PORTUGUESA


Mais duas medidas, no mínimo desconcertantes, acabam de ser avançadas pelo elenco desgovernativo nacional:

1 - As caixas de medicamentos vão deixar de ter impresso o preço! Motivo: poupar dinheiro, pois gasta-se muito a mudar o valor sempre que existe um aumento de preços, o que quer efectivamente dizer que existem aumentos muitas vezes, vezes demais.
Ó meus amigos, já estão a ver o dono do supermercado a guiar-se pelo mesmo diapasão e a não etiquetar os produtos por igual razão?

2 – Vão ser feitos cortes nos transportes públicos (supressão de carreiras) com consequente diminuição da oferta ao público, nomeadamente na Transtejo e no MTS (Metro Transportes do Sul, vulgo Metro Sul do Tejo). Ou seja, como já temos uns fabulosos transportes públicos, baratos, assíduos, pontuais, asseados e outros elogiosos predicados tais, há que cortar na qualidade para não habituar mal o freguês. E já agora, desta forma, aproveita-se para incentivar o cidadão a utilizar o transporte público e a ser amigo do ambiente, deixando o carro em casa.

Com tanta poupança, estão a passar-me pelo lóbulo frontal - e creio que aos meus amigos também e por tal não vale a pena enunciá-las pois tornar-se-ia fastidioso - dezenas de formas de poupança que podiam ser aplicadas a esses iluminados senhores do desgoverno, cuja capacidade de auto-poupança não merece qualquer elogio digno de relevo.
E que tal, só a título de exemplo, fecharem uns quantos organismos públicos que mais não servem do que para consumir recursos e arranjar empregos a compadres?